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Casa dos Curtas

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Onda de calor deixa Rússia em alerta e mata ao menos 230 pessoas

Termômetros marcaram temperaturas recordes na Rússia nesta sexta-feira, chegando a mais de 30º C em diversas regiões do país. A onda de calor pegou muitos russos e turistas de surpresa, e o tempo quente deve continuar por no mínimo duas semanas, apontam meteorologistas.




Veja galeria de fotos da onda de calor na Rússia



A situação foi descrita pelo vice-premiê russo Viktor Zubkov como "muito séria", após o governo ter declarado estado de Emergência em 18 Províncias. A onda de calor já causou a morte de ao menos 230 pessoas somente na Rússia, em grande parte devido ao hábito de beber vodka enquanto se refrescam em lagos, rios e mares, aumentando a probabilidade de casos de afogamento.

Garotos russos se refrescam em fonte em Moscou, após país registrar temperaturas recordes de mais de 33ºC

As altas temperaturas atingem grande parte da Europa e até outros países do hemisfério norte, como EUA e Canadá, mas as imagens são mais surpreendentes na Rússia, país que o mundo está acostumado a associar com o frio.




Diversas fontes e parques de Moscou ficaram lotados de mulheres de biquínis e crianças se refrescando. Dos Montes Urais ao parque Kolomenskoie, na capital, os russos tiveram que encontrar maneiras de combater o calor.



O calor causou problemas para a agricultura. Um incêndio já consumiu mais de 26 mil hectares de floresta, no que já é considerada a pior seca da Rússia no último século.



Em outros países da Europa Oriental o número de mortes por afogamento aumentou desde que as temperaturas atingiram níveis recordes, já que muitas pessoas buscam refúgio lotando lagos, mares e rios.



ANO MAIS QUENTE DA HISTÓRIA



O mundo está vivendo o ano mais quente já registrado, o que provoca secas generalizadas, segundo meteorologistas dos EUA.



O primeiro semestre de 2010 superou o primeiro semestre de 1998, até então o recordista, em 0,03F (0,0167C), segundo Jay Lawrimore, chefe de análise climática do Centro Nacional de Dados Climáticos, uma instituição federal norte-americana.



"Tivemos um episódio do El Niño na primeira parte do ano, que já acabou, mas contribuiu com o aquecimento não só do Pacífico equatorial como também contribuiu com temperaturas globais anormalmente quentes", disse ele.



O calor foi anormal em grande parte do Canadá, da África, dos oceanos tropicais e do Oriente Médio.



O norte da Tailândia enfrenta sua pior seca em 20 anos, e Israel tem a maior estiagem desde a década de 1920. Na Grã-Bretanha, este é o ano mais seco desde 1929.



Em junho, o gelo do oceano Ártico chegou à sua menor espessura já registrada.



LA NIÑA



O segundo semestre deve sofrer a influência do fenômeno La Niña -- que, sendo o contrário do El Niño, causa o resfriamento das águas do Pacífico. Não se sabe, portanto, se 2010 vai superar 2005 como o ano mais quente.



Nos EUA, no entanto, a transição para o La Niña costuma deixar o clima mais seco e quente no cinturão agrícola do Meio-Oeste. O serviço de meteorologia agrícola Cropcast previu que nos próximos meses a temperatura pode passar dos 35C no leste de Nebraska, Iowa e oeste do Missouri. Antes que isso aconteça, porém, este junho foi apenas o oitavo mais quente já registrado no país.


O calor tem um efeito especialmente nocivo sobre a polinização, enquanto o clima seco afeta as lavouras de feijão, segundo os meteorologistas.


Lawrimore disse que alguns Estados da Costa Leste dos EUA também estão enfrentando seca, mas por enquanto o fenômeno é moderado e se concentra em 8 por cento do país. Nesta mesma época em anos anteriores, a seca afetava 15 por cento do país, e em 2007 chegou quase à metade.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/768303-onda-de-calor-deixa-russia-em-alerta-e-mata-ao-menos-230-pessoas.shtml


Sugestão de Matéria: Fabrício Müller

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Solar City Tower - a torre das olimpíadas de 2016

O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.




Projectada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.



A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período nocturno.



Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projecto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do «United Nation´s Earth Summit» de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.





A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retráctil para a prática de bungee jumping.



No cimo da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.













Contribuição da professora Melissa Vincenzi

Mais em: http://obviousmag.org/archives/2010/04/torre_sustentavel_nos_olimpicos_de_2016.html#ixzz0qEOyNYnd